[Assessment of Time Allocated to Pedestrian Crossing: A Contribution for a More Inclusive Lisbon].

Avaliação do Tempo Atribuído à Travessia de Peões: Contributo para uma Lisboa Mais Inclusiva.

Journal

Acta medica portuguesa
ISSN: 1646-0758
Titre abrégé: Acta Med Port
Pays: Portugal
ID NLM: 7906803

Informations de publication

Date de publication:
01 Jun 2020
Historique:
received: 08 07 2019
accepted: 30 10 2019
entrez: 7 6 2020
pubmed: 7 6 2020
medline: 7 5 2021
Statut: ppublish

Résumé

With progressive ageing of the Portuguese population, it is paramount that the conditions of outdoor accessibility and safety are adapted to this age group. The aim of this study was to assess whether the time allocated to pedestrian crossing in the crosswalks with pedestrian crossing lights between Curry Cabral Hospital and local public transport is enough to allow safe passage of the elderly. We evaluated 100 ambulatory care patients from the Physical Medicine and Rehabilitation department. All of them answered a questionnaire, the Activities-Specific Balance Confidence Scale (Portuguese version) and performed a 10-meter walk test. All crosswalks with pedestrian crossing lights between the hospital and local public transport were analyzed, in a total of 26, and the gait speed required to perform a safe crossing was calculated. Mean age of patients was 75 years and the majority (73%) were female. The study showed that all patients could safely cross 17 (65%) crosswalks. The nine remaining crosswalks (35%) represented an obstacle to our sample. If the required gait speed as currently set in legislation for the disabled was implemented, 99% of the patients would have been able to cross the crosswalks safely. It is essential to apply the gait speed set in legislation, since non-compliance endangers elderly patients in Curry Cabral Hospital, increasing the likelihood of accidents and the feeling of insecurity on the streets. Introdução: Com o envelhecimento progressivo da população portuguesa, é fundamental que as condições de acessibilidade e segurança na via pública estejam adaptadas a este grupo etário. O objectivo deste estudo foi avaliar se o tempo atribuído à travessia de peões nas passadeiras semaforizadas entre o Hospital de Curry Cabral e os transportes públicos locais é suficiente para permitir a travessia dos idosos em segurança.Material e Métodos: Foram avaliados 100 doentes seguidos em consulta externa no Serviço de Medicina Física e de Reabilitação. Todos responderam a um questionário, à escala de confiança no equilíbrio específica da atividade e executaram o teste de marcha de 10 metros. Foram analisadas todas as passadeiras semaforizadas dos percursos de marcha entre o hospital e os transportes públicos locais, num total de 26 e calculada a velocidade de marcha necessária para realizar a travessia das passadeiras em segurança.Resultados: A média de idade dos doentes foi de 75 anos, sendo a maioria do género feminino (73%). Concluímos que todos os doentes conseguem atravessar em segurança 17 (65%) passadeiras, representando as restantes nove (35%) um obstáculo para a nossa amostra.Discussão: Se o valor de velocidade de marcha nas passadeiras estipulado na legislação para os cidadãos com mobilidade condicionada fosse devidamente aplicado, 99% da amostra teria conseguido atravessar as passadeiras em segurança.Conclusão: É fundamental que o valor de velocidade de marcha nas passadeiras estipulado na legislação seja aplicado, pois o seu incumprimento coloca em risco os utentes idosos do Hospital de Curry Cabral, aumentando a probabilidade de acidentes e o sentimento de insegurança na via pública.

Autres résumés

Type: Publisher (por)
Introdução: Com o envelhecimento progressivo da população portuguesa, é fundamental que as condições de acessibilidade e segurança na via pública estejam adaptadas a este grupo etário. O objectivo deste estudo foi avaliar se o tempo atribuído à travessia de peões nas passadeiras semaforizadas entre o Hospital de Curry Cabral e os transportes públicos locais é suficiente para permitir a travessia dos idosos em segurança.Material e Métodos: Foram avaliados 100 doentes seguidos em consulta externa no Serviço de Medicina Física e de Reabilitação. Todos responderam a um questionário, à escala de confiança no equilíbrio específica da atividade e executaram o teste de marcha de 10 metros. Foram analisadas todas as passadeiras semaforizadas dos percursos de marcha entre o hospital e os transportes públicos locais, num total de 26 e calculada a velocidade de marcha necessária para realizar a travessia das passadeiras em segurança.Resultados: A média de idade dos doentes foi de 75 anos, sendo a maioria do género feminino (73%). Concluímos que todos os doentes conseguem atravessar em segurança 17 (65%) passadeiras, representando as restantes nove (35%) um obstáculo para a nossa amostra.Discussão: Se o valor de velocidade de marcha nas passadeiras estipulado na legislação para os cidadãos com mobilidade condicionada fosse devidamente aplicado, 99% da amostra teria conseguido atravessar as passadeiras em segurança.Conclusão: É fundamental que o valor de velocidade de marcha nas passadeiras estipulado na legislação seja aplicado, pois o seu incumprimento coloca em risco os utentes idosos do Hospital de Curry Cabral, aumentando a probabilidade de acidentes e o sentimento de insegurança na via pública.

Identifiants

pubmed: 32504515
doi: 10.20344/amp.12527
doi:

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401-406

Auteurs

Sílvia Boaventura (S)

Unidade Funcional Músculo-esquelética. Serviço de Medicina Física e de Reabilitação. Hospital de Curry Cabral. Centro Hospitalar Universitário de Lisboa Central. Lisboa. Portugal.

Jorge Rodrigues (J)

Unidade Funcional Músculo-esquelética. Serviço de Medicina Física e de Reabilitação. Hospital de Curry Cabral. Centro Hospitalar Universitário de Lisboa Central. Lisboa. Portugal.

Teresa Plancha (T)

Unidade Funcional Músculo-esquelética. Serviço de Medicina Física e de Reabilitação. Hospital de Curry Cabral. Centro Hospitalar Universitário de Lisboa Central. Lisboa. Portugal.

Mariana Martins (M)

Unidade Funcional Músculo-esquelética. Serviço de Medicina Física e de Reabilitação. Hospital de Curry Cabral. Centro Hospitalar Universitário de Lisboa Central. Lisboa. Portugal.

Marta Silva (M)

Unidade Funcional Músculo-esquelética. Serviço de Medicina Física e de Reabilitação. Hospital de Curry Cabral. Centro Hospitalar Universitário de Lisboa Central. Lisboa. Portugal.

Vítor Brás Silva (VB)

Unidade Funcional Músculo-esquelética. Serviço de Medicina Física e de Reabilitação. Hospital de Curry Cabral. Centro Hospitalar Universitário de Lisboa Central. Lisboa. Portugal.

Luís Horta (L)

Unidade Funcional Músculo-esquelética. Serviço de Medicina Física e de Reabilitação. Hospital de Curry Cabral. Centro Hospitalar Universitário de Lisboa Central. Lisboa. Portugal.

Pedro Soares Branco (PS)

Unidade Funcional Músculo-esquelética. Serviço de Medicina Física e de Reabilitação. Hospital de Curry Cabral. Centro Hospitalar Universitário de Lisboa Central. Lisboa. Portugal.

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