[Epileptic Encephalopathies of Childhood: The New Paradigm of Genetic Diagnosis].

Encefalopatias Epilépticas Infantis: O Novo Paradigma do Diagnóstico Genético.
Brain Diseases/complications Child Epilepsy/diagnosis Genetic Testing

Journal

Acta medica portuguesa
ISSN: 1646-0758
Titre abrégé: Acta Med Port
Pays: Portugal
ID NLM: 7906803

Informations de publication

Date de publication:
01 Jun 2020
Historique:
received: 11 07 2019
accepted: 30 09 2019
entrez: 7 6 2020
pubmed: 7 6 2020
medline: 7 5 2021
Statut: ppublish

Résumé

Epileptic encephalopathies of childhood are characterized by early seizure-onset and adverse neurological outcomes. The development of new genetic techniques has allowed an exponential identification of the genes that are involved. Over the last years, we have observed a revolution in the diagnostic paradigm. However, there are no international guidelines regarding the diagnosis of genetic epileptic encephalopathies. We aim to discuss the current knowledge about the genetic architecture of epileptic encephalopathies of childhood. review of the literature about infantile epileptic encephalopathies and the genetic tests currently available. A systematic approach and a diagnostic algorithm to use in clinical practice were proposed. Initially the patient's phenotype should be determined based on the seizure type, electroencephalogram pattern and neuroimaging. Patients with unclear etiology after brain magnetic resonance imaging should undergo an appropriate metabolic investigation to promptly exclude treatable conditions. Further studies should also include other genetic causes, mainly if associated with particular phenotypic features. Chromosomal microarray analysis should be firstly considered, particularly if dysmorphic or polymalformative abnormalities are present. If this is negative and/or there are no physical features, the next step should be next-generation sequencing multigene panels or whole-exome sequencing. Single gene study should only be considered when the patient's phenotype is highly suggestive of a specific syndrome. The revolution of the genetic knowledge about epileptic encephalopathies of childhood has led to a complex diagnostic approach. This new paradigm poses significant implications in genetic counselling, treatment and prognosis. Introdução: As encefalopatias epilépticas da infância constituem um grupo de patologias de início precoce e prognóstico neurológico reservado. O desenvolvimento das novas técnicas de estudo genético foi responsável pela identificação de novos genes implicados. Nos últimos anos, assistimos a uma revolução no seu paradigma diagnóstico. Contudo, actualmente não existem recomendações internacionais consensuais sobre a abordagem à investigação das encefalopatias epilépticas genéticas. Pretendemos discutir o conhecimento actual sobre a arquitectura genética das encefalopatias epilépticas infantis.Material e Métodos: Realizou-se uma revisão da literatura das encefalopatias epilépticas infantis genéticas e estudos utilizados no seu diagnóstico. Propomos uma abordagem sistematizada através de um algoritmo diagnóstico a utilizar na prática clínica.Resultados: Inicialmente deve-se determinar o fenótipo do doente com base no tipo de crises, padrão electroencefalográfico e neuroimagem. Nos doentes sem etiologia após resultados de ressonância magnética cranioencefálica, deve-se realizar estudo metabólico apropriado para o diagnóstico prioritário de doenças metabólicas tratáveis. A investigação de outras causas genéticas deve ser considerada, sobretudo perante características fenotípicas sugestivas. Primeiro deve-se realizar a análise de microarray cromossómico, principalmente se existirem alterações dismórficas ou polimalformativas. Se esta for negativa e/ou não existirem elementos físicos distintivos, o próximo passo deve ser realizar os painéis multigénicos ou sequenciação de exoma. Os estudos dirigidos do gene devem ser reservados para quando o fenótipo é indicativo de uma síndrome específica.Conclusão: A marcha diagnóstica das encefalopatias epilépticas tornou-se complexa com a expansão de conhecimentos genéticos. Este novo paradigma apresenta implicações terapêuticas, prognósticas e de aconselhamento familiar.

Autres résumés

Type: Publisher (por)
Introdução: As encefalopatias epilépticas da infância constituem um grupo de patologias de início precoce e prognóstico neurológico reservado. O desenvolvimento das novas técnicas de estudo genético foi responsável pela identificação de novos genes implicados. Nos últimos anos, assistimos a uma revolução no seu paradigma diagnóstico. Contudo, actualmente não existem recomendações internacionais consensuais sobre a abordagem à investigação das encefalopatias epilépticas genéticas. Pretendemos discutir o conhecimento actual sobre a arquitectura genética das encefalopatias epilépticas infantis.Material e Métodos: Realizou-se uma revisão da literatura das encefalopatias epilépticas infantis genéticas e estudos utilizados no seu diagnóstico. Propomos uma abordagem sistematizada através de um algoritmo diagnóstico a utilizar na prática clínica.Resultados: Inicialmente deve-se determinar o fenótipo do doente com base no tipo de crises, padrão electroencefalográfico e neuroimagem. Nos doentes sem etiologia após resultados de ressonância magnética cranioencefálica, deve-se realizar estudo metabólico apropriado para o diagnóstico prioritário de doenças metabólicas tratáveis. A investigação de outras causas genéticas deve ser considerada, sobretudo perante características fenotípicas sugestivas. Primeiro deve-se realizar a análise de microarray cromossómico, principalmente se existirem alterações dismórficas ou polimalformativas. Se esta for negativa e/ou não existirem elementos físicos distintivos, o próximo passo deve ser realizar os painéis multigénicos ou sequenciação de exoma. Os estudos dirigidos do gene devem ser reservados para quando o fenótipo é indicativo de uma síndrome específica.Conclusão: A marcha diagnóstica das encefalopatias epilépticas tornou-se complexa com a expansão de conhecimentos genéticos. Este novo paradigma apresenta implicações terapêuticas, prognósticas e de aconselhamento familiar.

Identifiants

pubmed: 32504517
doi: 10.20344/amp.12550
doi:

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Journal Article Review

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por

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Pagination

415-424

Auteurs

Rita Martins (R)

Serviço de Neurologia. Hospital Prof. Dr. Fernando Fonseca. Amadora. Portugal.

Oana Moldovan (O)

Serviço de Genética Médica. Hospital de Santa Maria. Centro Hospitalar e Universitário de Lisboa Norte. Lisboa. Portugal.

Ana Berta Sousa (AB)

Serviço de Genética Médica. Hospital de Santa Maria. Centro Hospitalar e Universitário de Lisboa Norte. Lisboa. Portugal.

António Levy (A)

Unidade de Neuropediatria, Departamento de Pediatria. Hospital de Santa Maria. Centro Hospitalar e Universitário de Lisboa Norte. Lisboa. Portugal.

Sofia Quintas (S)

Unidade de Neuropediatria, Departamento de Pediatria. Hospital de Santa Maria. Centro Hospitalar e Universitário de Lisboa Norte. Lisboa. Portugal.

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