Geriatric Assessment of the Portuguese Population Aged 65 and Over Living in the Community: The PEN-3S Study.


Journal

Acta medica portuguesa
ISSN: 1646-0758
Titre abrégé: Acta Med Port
Pays: Portugal
ID NLM: 7906803

Informations de publication

Date de publication:
01 Jul 2020
Historique:
received: 16 09 2019
accepted: 04 11 2019
entrez: 17 7 2020
pubmed: 17 7 2020
medline: 11 8 2021
Statut: ppublish

Résumé

As populations live longer, they also aim to live better. A crucial step for this is to improve the understanding about older adults' physical and psychological health. Therefore, the aim of the present study was to characterise the Portuguese population over-65 regarding nutritional status, cognitive function, functional status, symptoms of depression, and loneliness, by sex and age groups. Cross-sectional study including a nationally representative sample of community-dwelling adults aged 65 and over. Trained interviewers collected data face-to-face on demographic and socioeconomic characteristics, health status, nutritional status, cognitive function, functional status for activities of daily living, symptoms of depression, and loneliness feelings. Complex sample procedures were used in the statistical analysis. Overall, 1120 community-dwellers (49.0% women, 21.3% aged ≥ 85) participated in the study. The estimated prevalence of risk of malnutrition was 16.4% (95% confidence interval: 13.3 - 19.9), while 17.7% (95% confidence interval: 12.8 - 23.9) were cognitively impaired, and 28.5% (95% confidence interval: 23.7 - 33.8) presented limitations to perform daily living activities. Moreover, 23.5% (95% confidence interval: 19.7 - 27.7) presented symptoms of depression and 13.6% (95% confidence interval: 10.6 - 17.1) reported loneliness feelings. These conditions were more prevalent among women, and generally more frequent in the oldest individuals (≥ 85). Risk of malnutrition, cognitive impairment, functional limitations, depression and loneliness were moderately frequent, which may justify screening and preventive actions at a community level. This study contributed to a national characterisation of the health of older adults, that may inform policies and interventions targeted at the needs of the Portuguese aging population. Introdução: Com o aumento de longevidade importa também viver melhor. Um passo crucial neste sentido é aumentar o conhecimento sobre a saúde física e psicológica da população mais velha. O objetivo deste estudo foi caraterizar o estado nutricional, função cognitiva, estado funcional, sintomas de depressão, e solidão dos Portugueses com 65 ou mais anos, por sexo e grupo etário. Material e Métodos: Estudo transversal incluindo uma amostra representativa nacional de indivíduos ≥ 65 anos a residir na comunidade. Entrevistadores treinados recolheram dados face-a-face sobre caraterísticas demográficas e socioeconómicas, estado de saúde, estado nutricional, função cognitiva, estado funcional (atividades instrumentais da vida diária), sintomas de depressão, e sentimentos de solidão. Procedimentos adequados a amostras complexas foram utilizados na análise estatística. Resultados: No total participaram 1120 indivíduos (49,0% mulheres; 21,3% ≥ 85 anos). A prevalência estimada de risco de malnutrição foi 16,4% (intervalo de confiança: 95%: 13,3 – 19,9), enquanto que 17,7% (intervalo de confiança: 95%: 12,8 – 23,9) apresentavam função cognitiva comprometida, e 28,5% (intervalo de confiança: 95%: 23,7 – 33,8) tinham limitações para realizar atividades da vida diária. Adicionalmente, 23,5% (intervalo de confiança: 95%: 19,7 – 27,7) apresentavam sintomas de depressão e 13,6% (intervalo de confiança: 95%: 10,6 – 17,1) relatavam sentimentos de solidão. Estas condições eram mais prevalentes nas mulheres, e geralmente mais frequentes nos mais velhos (≥ 85 anos). Discussão: Risco de malnutrição, comprometimento cognitivo, limitações funcionais, depressão e solidão são moderadamente frequentes, justificando rastreios e ações preventivas de base comunitária. Conclusão: Este estudo contribuiu para a caraterização da saúde dos Portugueses com mais de 65 anos, o que pode suportar políticas e intervenções dirigidas às necessidades da população mais velha.

Autres résumés

Type: Publisher (por)
Introdução: Com o aumento de longevidade importa também viver melhor. Um passo crucial neste sentido é aumentar o conhecimento sobre a saúde física e psicológica da população mais velha. O objetivo deste estudo foi caraterizar o estado nutricional, função cognitiva, estado funcional, sintomas de depressão, e solidão dos Portugueses com 65 ou mais anos, por sexo e grupo etário. Material e Métodos: Estudo transversal incluindo uma amostra representativa nacional de indivíduos ≥ 65 anos a residir na comunidade. Entrevistadores treinados recolheram dados face-a-face sobre caraterísticas demográficas e socioeconómicas, estado de saúde, estado nutricional, função cognitiva, estado funcional (atividades instrumentais da vida diária), sintomas de depressão, e sentimentos de solidão. Procedimentos adequados a amostras complexas foram utilizados na análise estatística. Resultados: No total participaram 1120 indivíduos (49,0% mulheres; 21,3% ≥ 85 anos). A prevalência estimada de risco de malnutrição foi 16,4% (intervalo de confiança: 95%: 13,3 – 19,9), enquanto que 17,7% (intervalo de confiança: 95%: 12,8 – 23,9) apresentavam função cognitiva comprometida, e 28,5% (intervalo de confiança: 95%: 23,7 – 33,8) tinham limitações para realizar atividades da vida diária. Adicionalmente, 23,5% (intervalo de confiança: 95%: 19,7 – 27,7) apresentavam sintomas de depressão e 13,6% (intervalo de confiança: 95%: 10,6 – 17,1) relatavam sentimentos de solidão. Estas condições eram mais prevalentes nas mulheres, e geralmente mais frequentes nos mais velhos (≥ 85 anos). Discussão: Risco de malnutrição, comprometimento cognitivo, limitações funcionais, depressão e solidão são moderadamente frequentes, justificando rastreios e ações preventivas de base comunitária. Conclusão: Este estudo contribuiu para a caraterização da saúde dos Portugueses com mais de 65 anos, o que pode suportar políticas e intervenções dirigidas às necessidades da população mais velha.

Identifiants

pubmed: 32669186
doi: 10.20344/amp.12832
doi:

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Journal Article

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475-482

Commentaires et corrections

Type : CommentIn

Auteurs

Teresa Madeira (T)

Instituto de Medicina Preventiva e Saúde Pública. Faculdade de Medicina. Universidade de Lisboa. Lisboa; Instituto de Saúde Ambiental. Faculdade de Medicina. Universidade de Lisboa. Lisboa. Portugal.

Catarina Peixoto-Plácido (C)

Instituto de Medicina Preventiva e Saúde Pública. Faculdade de Medicina. Universidade de Lisboa. Lisboa. Instituto de Saúde Ambiental. Faculdade de Medicina. Universidade de Lisboa. Lisboa. Portugal.

Nuno Sousa-Santos (N)

Instituto de Medicina Preventiva e Saúde Pública. Faculdade de Medicina. Universidade de Lisboa. Lisboa. Escola Superior de Saúde de Leiria. Instituto Politécnico de Leiria. Leiria. Portugal.

Osvaldo Santos (O)

Instituto de Medicina Preventiva e Saúde Pública. Faculdade de Medicina. Universidade de Lisboa. Lisboa. Instituto de Saúde Ambiental. Faculdade de Medicina. Universidade de Lisboa. Lisboa. Portugal.

Violeta Alarcão (V)

Instituto de Medicina Preventiva e Saúde Pública. Faculdade de Medicina. Universidade de Lisboa. Lisboa. Instituto de Saúde Ambiental. Faculdade de Medicina. Universidade de Lisboa. Lisboa. Centro de Investigação e Estudos de Sociologia. Instituto Universitário de Lisboa. Lisboa. Portugal.

Paulo Jorge Nicola (PJ)

Instituto de Medicina Preventiva e Saúde Pública. Faculdade de Medicina. Universidade de Lisboa. Lisboa. Instituto de Saúde Ambiental. Faculdade de Medicina. Universidade de Lisboa. Lisboa. Portugal.

Carla Lopes (C)

Institute of Public Health. University of Porto. Porto. Department of Public Health and Forensic Sciences and Medical Education. Faculty of Medicine. University of Porto. Porto. Portugal.

João Gorjão Clara (J)

Instituto de Medicina Preventiva e Saúde Pública. Faculdade de Medicina. Universidade de Lisboa. Lisboa. Instituto de Saúde Ambiental. Faculdade de Medicina. Universidade de Lisboa. Lisboa. Portugal.

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