Practices in the prescription of antiseizure medications: is it time to change?

Práticas na prescrição de medicamentos anticrise: está na hora de mudar?

Journal

Arquivos de neuro-psiquiatria
ISSN: 1678-4227
Titre abrégé: Arq Neuropsiquiatr
Pays: Germany
ID NLM: 0125444

Informations de publication

Date de publication:
Jun 2024
Historique:
medline: 27 3 2024
pubmed: 27 3 2024
entrez: 26 3 2024
Statut: ppublish

Résumé

The treatment of epilepsy has advanced over the past 30 years through the development of new antiseizure medications (ASMs). Unfortunately, not all of them have been approved yet in Brazil, and many are still underused. When comparing new ASMs to older ones, they are generally not more effective in treating epilepsy. However, they offer better tolerability, with fewer interactions and long-term side effects, especially for patients with comorbidities or those requiring polytherapy. Enzyme induction caused by older ASMs is associated with increased cholesterol levels, drug interactions with decreased effects of statins and other cardiovascular medications, anticoagulants, chemotherapy, immunosuppressors, anti-infective agents (including HIV treatment), antidepressants, and contraceptives. Additionally, they can reduce levels of vitamin D and sex hormones, as well as decrease bone density. The increasing concern about these effects during life, especially after prolonged exposure, has led most developed countries to change prescription patterns in favor of new ASMs, particularly levetiracetam and lamotrigine. Both are also considered the safest options for women of childbearing age. Regrettably, the prescription trends in Brazil have remained largely unchanged over time. This can be partially attributed to the slower approval process of ASM and the reluctance of general physicians and neurologists to embrace these new concepts. In this concise review, we highlight the various advantages linked to the new ASM, aiming to promote a shift in the prescription pattern for ASM. The selection of ASM should be customized according to individual characteristics, and practical suggestions for choosing ASMs are provided in this paper. O tratamento da epilepsia avançou nos últimos 30 anos com o desenvolvimento de novos medicamentos anticrise (MAC). Infelizmente, nem todos estão aprovados no Brasil e muitos ainda são subutilizados. Os novos MAC não são mais eficazes que os antigos, mas apresentam melhor tolerabilidade, menos interações e efeitos colaterais a longo prazo, especialmente para pacientes com comorbidades ou que necessitam de politerapia. A indução enzimática causada pelos MAC antigos está associada ao aumento dos níveis de colesterol, interações medicamentosas com redução do efeito das estatinas e outros medicamentos cardiovasculares, anticoagulantes, quimioterapia, imunossupressores, agentes anti-infecciosos (incluindo tratamento do HIV), antidepressivos e contraceptivos. Além disso, podem reduzir os níveis de vitamina D e hormônios sexuais, podendo afetar a massa óssea. A crescente preocupação sobre estes efeitos ao longo da vida, com a exposição prolongada, levou a maioria dos países desenvolvidos a modificar o padrão de prescrição com maior uso dos novos MAC, especialmente levetiracetam e lamotrigina. Ambos são considerados as opções mais seguras para mulheres em idade fértil. Infelizmente, as tendências de prescrição no Brasil permaneceram praticamente inalteradas ao longo do tempo. Isto pode ser parcialmente explicado pela lentidão no processo de aprovação dos MAC e à resistência dos médicos generalistas e neurologistas em adotar estes novos conceitos. Nesta revisão, destacamos as vantagens dos novos MAC e a necessidade da mudança no padrão de prescrição também no Brasil. A escolha do MAC deve ser feita de acordo com as características individuais dos pacientes e sugestões práticas são apresentadas.

Autres résumés

Type: Publisher (por)
O tratamento da epilepsia avançou nos últimos 30 anos com o desenvolvimento de novos medicamentos anticrise (MAC). Infelizmente, nem todos estão aprovados no Brasil e muitos ainda são subutilizados. Os novos MAC não são mais eficazes que os antigos, mas apresentam melhor tolerabilidade, menos interações e efeitos colaterais a longo prazo, especialmente para pacientes com comorbidades ou que necessitam de politerapia. A indução enzimática causada pelos MAC antigos está associada ao aumento dos níveis de colesterol, interações medicamentosas com redução do efeito das estatinas e outros medicamentos cardiovasculares, anticoagulantes, quimioterapia, imunossupressores, agentes anti-infecciosos (incluindo tratamento do HIV), antidepressivos e contraceptivos. Além disso, podem reduzir os níveis de vitamina D e hormônios sexuais, podendo afetar a massa óssea. A crescente preocupação sobre estes efeitos ao longo da vida, com a exposição prolongada, levou a maioria dos países desenvolvidos a modificar o padrão de prescrição com maior uso dos novos MAC, especialmente levetiracetam e lamotrigina. Ambos são considerados as opções mais seguras para mulheres em idade fértil. Infelizmente, as tendências de prescrição no Brasil permaneceram praticamente inalteradas ao longo do tempo. Isto pode ser parcialmente explicado pela lentidão no processo de aprovação dos MAC e à resistência dos médicos generalistas e neurologistas em adotar estes novos conceitos. Nesta revisão, destacamos as vantagens dos novos MAC e a necessidade da mudança no padrão de prescrição também no Brasil. A escolha do MAC deve ser feita de acordo com as características individuais dos pacientes e sugestões práticas são apresentadas.

Identifiants

pubmed: 38531396
doi: 10.1055/s-0043-1777806
doi:

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Journal Article

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eng

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Déclaration de conflit d'intérêts

LFP: have served as advisory board and speakers for continuous education programs for the companies UCB, ABBOTT, ADIUM, LIBBS, TORRENT, BIOLAB and EUROFARMA; CLY: have served as advisory board and speakers for continuous education programs for the companies UCB, ABBOTT, ADIUM, LIBBS, TORRENT; FC: have served as advisory board and speaker for continuous education programs for the companies UCB, ABBOTT, ADIUM, LIBBS, TORRENT, EUROFARMA, PRATI- DONADUZZI and TAKEDA; RBJ: has served as a guest speaker for the company LIBBS; LSS, VB: without conflict of interest.

Auteurs

Lécio Figueira Pinto (LF)

Universidade de São Paulo, Faculdade de Medicina, Hospital das Clínicas, Instituto Central, Divisão de Clínica Neurológica, São Paulo SP, Brazil.
Universidade de São Paulo, Faculdade de Medicina, Hospital das Clínicas, Instituto de Psiquiatria, Programa de Neuropsiquiatria (PROJEPSI) São Paulo SP, Brazil.

Lucas Scárdua Silva (LS)

Universidade Estadual de Campinas, Brazilian Institute of Neuroscience and Neurotechnology (BRAINN), Campinas SP, Brazil.
Universidade Estadual de Campinas, Faculdade de Ciências Médicas, Departamento de Neurologia, Campinas SP, Brazil.

Rafael Batista João (RB)

Universidade Estadual de Campinas, Brazilian Institute of Neuroscience and Neurotechnology (BRAINN), Campinas SP, Brazil.
Universidade Estadual de Campinas, Faculdade de Ciências Médicas, Departamento de Neurologia, Campinas SP, Brazil.

Vinícius Boldrini (V)

Universidade Estadual de Campinas, Brazilian Institute of Neuroscience and Neurotechnology (BRAINN), Campinas SP, Brazil.
Universidade Estadual de Campinas, Faculdade de Ciências Médicas, Departamento de Neurologia, Campinas SP, Brazil.

Fernando Cendes (F)

Universidade Estadual de Campinas, Brazilian Institute of Neuroscience and Neurotechnology (BRAINN), Campinas SP, Brazil.
Universidade Estadual de Campinas, Faculdade de Ciências Médicas, Departamento de Neurologia, Campinas SP, Brazil.

Clarissa Lin Yasuda (CL)

Universidade Estadual de Campinas, Brazilian Institute of Neuroscience and Neurotechnology (BRAINN), Campinas SP, Brazil.
Universidade Estadual de Campinas, Faculdade de Ciências Médicas, Departamento de Neurologia, Campinas SP, Brazil.

Classifications MeSH