[Multimorbidity and Disease Severity Measured by the Charlson Index in Portuguese Hospitalised Patients During the Year 2015: A Cross-Sectional Study].

Multimorbilidade e Gravidade da Doença Medida pelo Índice de Charlson em Doentes Hospitalizados Durante o Ano de 2015: Estudo Transversal.

Journal

Acta medica portuguesa
ISSN: 1646-0758
Titre abrégé: Acta Med Port
Pays: Portugal
ID NLM: 7906803

Informations de publication

Date de publication:
01 Feb 2019
Historique:
received: 25 09 2017
accepted: 01 10 2018
entrez: 13 2 2019
pubmed: 13 2 2019
medline: 12 10 2019
Statut: ppublish

Résumé

The association between multimorbidity and disease severity is not well established. The objectives were to characterise multimorbidity and determine disease severity (trough Charlson), as well as to verify if there is an association between the number and type of disease and the Charlson index. A cross-sectional study based on exported data from the Portuguese National Health Service hospitalisations database, during the year 2015. The study included 22 chronic health conditions: 15 predicted in the Charlson index and seven frequent conditions (hypertension, obesity, dyslipidaemia, osteoarthritis, osteoporosis, anxiety and depression). The analysis was performed through the generalised linear model, considering binary logistic regression. In the analysis, the IBM SPSS version 24.0 tool was used. The study analysed 800 376 hospitalisations, from which 42% correspond to males. The average age of the sample was 59.8 years, being higher in men (62.3 years). The mean number of problems per person was 1.6, greater in men (1.8). Disease severity was also higher in males. The worst prognosis was associated with six or more conditions per person. The largest predictor of disease severity was the number of problems, followed by dementia and diabetes. The results seem to confirm the gender difference regarding morbidity pattern. The number of conditions per person was the greatest predictor of disease severity, particularly the presence of six or more conditions per person. The major limitation was the use of the same medical conditions to measure multimorbidity and disease severity. Other studies and analysis models should explore the complexity of the multimorbidity phenomenon. Introdução: A associação entre multimorbilidade e gravidade da doença não está bem estabelecida. Os objetivos foram caracterizar a multimorbilidade e determinar a gravidade da doença, bem como verificar se existe associação entre o número e natureza dos diagnósticos e o índice de Charlson. Material e Métodos: Estudo transversal realizado através de dados exportados da base de dados de internamentos, durante o ano de 2015. O estudo incluiu 22 doenças crónicas: 15 previstas no índice de Charlson e sete condições médicas frequentes (hipertensão, obesidade, dislipidemia, osteoartrose, osteoporose, ansiedade e depressão). A análise foi realizada através do modelo linear generalizado, regressão logística binária. Na análise, utilizou-se a ferramenta IBM SPSS versão 24.0. Resultados: Foram analisadas 800 376 hospitalizações, das quais 42% correspondem a homens. A idade média da amostra foi de 59,8 anos, sendo maior nos homens (62,3 anos). O número médio de problemas por pessoa foi de 1,6, sendo superior nos homens (1,8). A gravidade da doença também foi maior nos homens. O pior prognóstico esteve associado a seis ou mais condições por pessoa. O maior preditor de gravidade da doença foi o número de problemas, seguido da demência e diabetes. Discussão: Os resultados parecem confirmar a diferença entre sexos quanto ao padrão de morbilidade. O número de condições por pessoa foi o maior preditor de gravidade da doença, particularmente a presença de seis ou mais condições por pessoa. Conclusão: A principal limitação identificada foi o uso das mesmas condições médicas para medir a multimorbilidade e a gravidade da doença. Outros estudos e modelos de análise devem explorar a complexidade do fenómeno da multimorbilidade.

Autres résumés

Type: Publisher (por)
Introdução: A associação entre multimorbilidade e gravidade da doença não está bem estabelecida. Os objetivos foram caracterizar a multimorbilidade e determinar a gravidade da doença, bem como verificar se existe associação entre o número e natureza dos diagnósticos e o índice de Charlson. Material e Métodos: Estudo transversal realizado através de dados exportados da base de dados de internamentos, durante o ano de 2015. O estudo incluiu 22 doenças crónicas: 15 previstas no índice de Charlson e sete condições médicas frequentes (hipertensão, obesidade, dislipidemia, osteoartrose, osteoporose, ansiedade e depressão). A análise foi realizada através do modelo linear generalizado, regressão logística binária. Na análise, utilizou-se a ferramenta IBM SPSS versão 24.0. Resultados: Foram analisadas 800 376 hospitalizações, das quais 42% correspondem a homens. A idade média da amostra foi de 59,8 anos, sendo maior nos homens (62,3 anos). O número médio de problemas por pessoa foi de 1,6, sendo superior nos homens (1,8). A gravidade da doença também foi maior nos homens. O pior prognóstico esteve associado a seis ou mais condições por pessoa. O maior preditor de gravidade da doença foi o número de problemas, seguido da demência e diabetes. Discussão: Os resultados parecem confirmar a diferença entre sexos quanto ao padrão de morbilidade. O número de condições por pessoa foi o maior preditor de gravidade da doença, particularmente a presença de seis ou mais condições por pessoa. Conclusão: A principal limitação identificada foi o uso das mesmas condições médicas para medir a multimorbilidade e a gravidade da doença. Outros estudos e modelos de análise devem explorar a complexidade do fenómeno da multimorbilidade.

Identifiants

pubmed: 30753802
doi: 10.20344/amp.9728
doi:

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38-46

Auteurs

Paula Broeiro-Gonçalves (P)

Unidade de Cuidados de Saúde Primários dos Olivais. Agrupamento de Centros de Saúde de Lisboa Central. Lisboa; Departamento de Medicina Geral e Familiar. Faculdade de Medicina. Universidade de Lisboa. Lisboa. Portugal.

Paulo Nogueira (P)

Departamento de Saúde Ambiental. Faculdade de Medicina. Universidade de Lisboa. Lisboa. Laboratório de Biomatemática. Faculdade de Medicina. Universidade de Lisboa. Lisboa. Portugal.

Pedro Aguiar (P)

Departamento de Saúde Pública. Escola Nacional de Saúde Pública. Universidade NOVA de Lisboa. Lisboa. Portugal.

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