COVID-19: Updated Data and its Relation to the Cardiovascular System.

COVID-19: Dados Atualizados e sua Relação Com o Sistema Cardiovascular.

Journal

Arquivos brasileiros de cardiologia
ISSN: 1678-4170
Titre abrégé: Arq Bras Cardiol
Pays: Brazil
ID NLM: 0421031

Informations de publication

Date de publication:
11 05 2020
Historique:
received: 19 03 2020
accepted: 03 04 2020
pubmed: 14 5 2020
medline: 10 6 2020
entrez: 14 5 2020
Statut: ppublish

Résumé

In December 2019, a new human coronavirus, called severe acute respiratory syndrome coronavirus 2 (SARS-CoV-2) or coronavirus disease 2019 (COVID-19) by the World Health Organization, emerged in the city of Wuhan, China. Spreading globally, it is now considered pandemic, with approximately 3 million cases worldwide at the end of April. Its symptoms include fever, cough, and headache, but the main one is shortness of breath. In turn, it is believed that there is a relationship between COVID-19 and damage to the heart muscle, and hypertensive and diabetic patients, for example, seem to have worse prognosis. Therefore, COVID-19 may worsen in individuals with underlying adverse conditions, and a not negligible number of patients hospitalized with this virus had cardiovascular or cerebrovascular diseases. Systemic inflammatory response and immune system disorders during disease progression may be behind this association. In addition, the virus uses angiotensin-converting enzyme (ACE) receptors, more precisely ACE2, to penetrate the cell; therefore, the use of ACE inhibitor drugs and angiotensin receptor blockers could cause an increase in these receptors, thus facilitating the entry of the virus into the cell. There is, however, no scientific evidence to support the interruption of these drugs. Since they are fundamental for certain chronic diseases, the risk and benefit of their withdrawal in this scenario should be carefully weighed. Finally, cardiologists and health professionals should be aware of the risks of infection and protect themselves as much as possible, sleeping properly and avoiding long working hours. Em dezembro de 2019, um novo coronavírus humano, chamado síndrome respiratória aguda grave do coronavírus 2 (SARS-CoV-2) ou nomeado doença de coronavírus (COVID-19) pela Organização Mundial da Saúde, surgiu na cidade de Wuhan, China. Difundido globalmente, é atualmente considerado pandêmico, com aproximadamente 3 milhões de casos no mundo no final de abril. Seus sintomas incluem febre, tosse, dor de cabeça e falta de ar, esse último considerado o sintoma principal. Por sua vez, acredita-se que haja uma relação entre o COVID-19 e danos ao músculo cardíaco, e pacientes com hipertensão e diabetes, por exemplo, parecem apresentar prognóstico pior. Portanto, o COVID-19 pode piorar em indivíduos com condições adversas subjacentes. Um número não negligenciável de pacientes internados com este vírus tinham doenças cardiovasculares ou cerebrovasculares. A resposta inflamatória sistêmica e distúrbios do sistema imunológico durante a progressão da doença podem estar por trás dessa associação. Além disso, o vírus usa os receptores da enzima conversora da angiotensina (ECA), mais especificamente da ECA2, para penetrar nas células; portanto, o uso de fármacos inibidores de ECA e bloqueadores de receptores de angiotensina pode causar um aumento nestes receptores, assim facilitando a entrada do vírus na célula. No entanto, não há evidências científicas que apóiem a interrupção desses medicamentos. Considerando que são fundamentais para o manejo de certas doenças crônicas, os riscos e benefícios da sua retirada devem ser cuidadosamente ponderados neste cenário. Finalmente, cardiologistas e profissionais de saúde devem estar cientes dos riscos de infecção e se proteger o máximo possível, dormindo adequadamente e evitando longos turnos de trabalho.

Autres résumés

Type: Publisher (por)
Em dezembro de 2019, um novo coronavírus humano, chamado síndrome respiratória aguda grave do coronavírus 2 (SARS-CoV-2) ou nomeado doença de coronavírus (COVID-19) pela Organização Mundial da Saúde, surgiu na cidade de Wuhan, China. Difundido globalmente, é atualmente considerado pandêmico, com aproximadamente 3 milhões de casos no mundo no final de abril. Seus sintomas incluem febre, tosse, dor de cabeça e falta de ar, esse último considerado o sintoma principal. Por sua vez, acredita-se que haja uma relação entre o COVID-19 e danos ao músculo cardíaco, e pacientes com hipertensão e diabetes, por exemplo, parecem apresentar prognóstico pior. Portanto, o COVID-19 pode piorar em indivíduos com condições adversas subjacentes. Um número não negligenciável de pacientes internados com este vírus tinham doenças cardiovasculares ou cerebrovasculares. A resposta inflamatória sistêmica e distúrbios do sistema imunológico durante a progressão da doença podem estar por trás dessa associação. Além disso, o vírus usa os receptores da enzima conversora da angiotensina (ECA), mais especificamente da ECA2, para penetrar nas células; portanto, o uso de fármacos inibidores de ECA e bloqueadores de receptores de angiotensina pode causar um aumento nestes receptores, assim facilitando a entrada do vírus na célula. No entanto, não há evidências científicas que apóiem a interrupção desses medicamentos. Considerando que são fundamentais para o manejo de certas doenças crônicas, os riscos e benefícios da sua retirada devem ser cuidadosamente ponderados neste cenário. Finalmente, cardiologistas e profissionais de saúde devem estar cientes dos riscos de infecção e se proteger o máximo possível, dormindo adequadamente e evitando longos turnos de trabalho.

Identifiants

pubmed: 32401844
pii: S0066-782X2020005007206
doi: 10.36660/abc.20200215
pmc: PMC8387000
pii:
doi:

Substances chimiques

Peptidyl-Dipeptidase A EC 3.4.15.1

Types de publication

Journal Article

Langues

eng por

Sous-ensembles de citation

IM

Pagination

823-826

Références

JAMA. 2020 Apr 7;323(13):1239-1242
pubmed: 32091533
Infect Genet Evol. 2020 Jul;81:104260
pubmed: 32092483
Mil Med Res. 2020 Mar 13;7(1):11
pubmed: 32169119
JAMA. 2020 Mar 17;323(11):1061-1069
pubmed: 32031570
N Engl J Med. 2020 Apr 30;382(18):1708-1720
pubmed: 32109013
Am J Chin Med. 2020;48(3):737-762
pubmed: 32164424
Pediatrics. 2020 Jun;145(6):
pubmed: 32179660
Cell Stress. 2020 Mar 02;4(4):66-75
pubmed: 32292881
JAMA. 2020 Apr 14;323(14):1335
pubmed: 32181795
Lancet. 2020 Apr 4;395(10230):1137-1144
pubmed: 32178768
Sci Rep. 2017 Aug 22;7(1):9110
pubmed: 28831119
Circulation. 2020 Apr 14;141(15):e743-e745
pubmed: 32181680
N Engl J Med. 2020 Apr 9;382(15):1476-1478
pubmed: 32163698
Lancet Respir Med. 2020 May;8(5):475-481
pubmed: 32105632
Nat Rev Cardiol. 2020 May;17(5):259-260
pubmed: 32139904
JACC Heart Fail. 2019 Feb;7(2):112-117
pubmed: 30611718
N Engl J Med. 2020 Mar 5;382(10):929-936
pubmed: 32004427
Radiology. 2020 Aug;296(2):E15-E25
pubmed: 32083985
Lancet. 2020 Feb 15;395(10223):497-506
pubmed: 31986264

Auteurs

Filipe Ferrari (F)

Programa de Pós-Graduação em Cardiologia e Ciências Cardiovasculares, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Hospital de Clínicas de Porto Alegre, Porto Alegre, RS - Brasil.

Articles similaires

[Redispensing of expensive oral anticancer medicines: a practical application].

Lisanne N van Merendonk, Kübra Akgöl, Bastiaan Nuijen
1.00
Humans Antineoplastic Agents Administration, Oral Drug Costs Counterfeit Drugs

Smoking Cessation and Incident Cardiovascular Disease.

Jun Hwan Cho, Seung Yong Shin, Hoseob Kim et al.
1.00
Humans Male Smoking Cessation Cardiovascular Diseases Female
Humans United States Aged Cross-Sectional Studies Medicare Part C
1.00
Humans Yoga Low Back Pain Female Male

Classifications MeSH