Maternal mortality in Brazil: an analysis of temporal trends and spatial clustering.

Mortalidade materna no Brasil: análise de tendências temporais e agrupamentos espaciais.

Journal

Ciencia & saude coletiva
ISSN: 1678-4561
Titre abrégé: Cien Saude Colet
Pays: Brazil
ID NLM: 9713483

Informations de publication

Date de publication:
Oct 2024
Historique:
received: 04 04 2023
accepted: 18 09 2023
medline: 18 9 2024
pubmed: 18 9 2024
entrez: 18 9 2024
Statut: ppublish

Résumé

This article aims to analyze spatial and temporal patterns of maternal mortality in Brazil during the period 2010-2020 and identify related socioeconomic indicators. We conducted an ecological study of the maternal mortality ratio (MMR) in Brazil's municipalities using secondary data. Temporal analysis was performed using the joinpoint method. Bayesian statistics, spatial autocorrelation, the Getis Ord Gi* technique and the scan statistic were used to identify spatial clusters, and multiple non-spatial and spatial regression models were used to assess the association between factors and the MMR. There was an increase in the MMR in 2020 and an increase in deaths in the North and Southeast. Clusters were found in Amazonas, Tocantins, Piauí, Maranhão, Bahia and Mato Grosso do Sul. The following indicators were negatively associated with the MMR: cesarean section rate, Municipal Human Development Index, and per capita household income of people who are vulnerable to poverty. The MMR was stable up to 2019, followed by a sharp rise in 2020 coinciding with the onset of the Covid-19 pandemic in the country. It is essential that efforts to reduce maternal mortality in Brazil extend beyond the promotion of improvements in antenatal, childbirth and postpartum care to address the social determinants of the problem. O objetivo do artigo é analisar o padrão espacial e temporal e identificar indicadores socioeconômicos relacionados à razão de mortalidade materna (RMM) no Brasil de 2010 a 2020. Estudo ecológico que analisou a RMM nos municípios do Brasil, utilizando dados secundários. Para análise temporal, utilizou-se o método joinpoint. Para a identificação de aglomerados espaciais, utilizou-se estatística bayesiana, autocorrelação espacial, a técnica Getis Ord Gi* e a varredura scan. Para a identificação dos fatores associados à RMM, foram adotados modelos múltiplos de regressão não espacial e espacial. Observou-se aumento da RMM de 2019 para 2020. Houve crescimento de óbitos nas regiões Norte e Sudeste. Os clusters foram encontrados no Amazonas, Tocantins, Piauí, Maranhão, Bahia e Mato Grosso do Sul. Estão negativamente relacionados à RMM os seguintes indicadores: taxa de parto cesáreo, índice de desenvolvimento humano municipal e renda domiciliar per capita dos vulneráveis à pobreza. Embora a tendência temporal tenha se mostrado constante até 2019, a RMM apresentou crescimento no ano de início da pandemia de COVID-19 no país. A redução da MM no Brasil vai além da promoção de melhorias na assistência gravídico-puerperal, sendo fundamental focar também nos determinantes sociais do problema.

Autres résumés

Type: Publisher (por)
O objetivo do artigo é analisar o padrão espacial e temporal e identificar indicadores socioeconômicos relacionados à razão de mortalidade materna (RMM) no Brasil de 2010 a 2020. Estudo ecológico que analisou a RMM nos municípios do Brasil, utilizando dados secundários. Para análise temporal, utilizou-se o método joinpoint. Para a identificação de aglomerados espaciais, utilizou-se estatística bayesiana, autocorrelação espacial, a técnica Getis Ord Gi* e a varredura scan. Para a identificação dos fatores associados à RMM, foram adotados modelos múltiplos de regressão não espacial e espacial. Observou-se aumento da RMM de 2019 para 2020. Houve crescimento de óbitos nas regiões Norte e Sudeste. Os clusters foram encontrados no Amazonas, Tocantins, Piauí, Maranhão, Bahia e Mato Grosso do Sul. Estão negativamente relacionados à RMM os seguintes indicadores: taxa de parto cesáreo, índice de desenvolvimento humano municipal e renda domiciliar per capita dos vulneráveis à pobreza. Embora a tendência temporal tenha se mostrado constante até 2019, a RMM apresentou crescimento no ano de início da pandemia de COVID-19 no país. A redução da MM no Brasil vai além da promoção de melhorias na assistência gravídico-puerperal, sendo fundamental focar também nos determinantes sociais do problema.

Identifiants

pubmed: 39292038
pii: S1413-81232024001000808
doi: 10.1590/1413-812320242910.05012023
pii:
doi:

Types de publication

Journal Article

Langues

por eng

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e05012023

Auteurs

Ianne Vitória Gomes Oliveira (IVG)

Universidade Estadual do Piauí. Av. Nossa Sra. de Fátima s/n, Teresina PI Brasil. ianne.gomesoliveiraa@gmail.com.

Thatiana Araújo Maranhão (TA)

Universidade Estadual do Piauí. Av. Nossa Sra. de Fátima s/n, Teresina PI Brasil. ianne.gomesoliveiraa@gmail.com.

Maria Madalena Cardoso da Frota (MMCD)

Universidade Estadual do Piauí. Av. Nossa Sra. de Fátima s/n, Teresina PI Brasil. ianne.gomesoliveiraa@gmail.com.

Thalis Kennedy Azevedo de Araujo (TKA)

Universidade Estadual do Piauí. Av. Nossa Sra. de Fátima s/n, Teresina PI Brasil. ianne.gomesoliveiraa@gmail.com.

Samir da Rocha Fernandes Torres (SDRF)

Universidade Estadual do Piauí. Av. Nossa Sra. de Fátima s/n, Teresina PI Brasil. ianne.gomesoliveiraa@gmail.com.

Maria Izabel Félix Rocha (MIF)

Universidade Estadual do Piauí. Av. Nossa Sra. de Fátima s/n, Teresina PI Brasil. ianne.gomesoliveiraa@gmail.com.

Maria Eduarda da Silva Xavier (MEDS)

Prefeitura Municipal de Campinas. Campinas SP Brasil.

George Jó Bezerra Sousa (GJB)

Universidade Estadual do Ceará. Fortaleza CE Brasil.

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