Consumption of food markers of a healthy diet according to racial groups of women in Brazil.

Consumo de alimentos marcadores de uma alimentação saudável, segundo os grupos raciais de mulheres no Brasil.

Journal

Ciencia & saude coletiva
ISSN: 1678-4561
Titre abrégé: Cien Saude Colet
Pays: Brazil
ID NLM: 9713483

Informations de publication

Date de publication:
Oct 2024
Historique:
received: 24 07 2023
accepted: 03 10 2023
medline: 18 9 2024
pubmed: 18 9 2024
entrez: 18 9 2024
Statut: ppublish

Résumé

This article aims to analyze the consumption of healthy food consumption markers, according to racial groups of Brazilian women interviewed in the 2019 National Health Survey (NHS). This work was a cross-sectional study with data from 45,148 white and black women, aged ≥ 20 years. The variables used were the consumption of fruits, vegetables and legumes, beans, and fish. The association between color/race and the dietary intake indicators was tested using crude Poisson regression and adjusted to estimate prevalence ratios and 95% confidence intervals (95%CI). The prevalence of the consumption of fruits and vegetables was statistically higher among white women, while fish and beans was higher among black women. After adjusting for socioeconomic and demographic variables, it was found that black women remained only less likely to consume fruit (PR = 0.91; 95% CI: 0.88-0.95) and only more likely to consume beans (PR = 1.07; 95% CI: 1.04-1.10) than whites. There were racial inequalities for the consumption of healthy foods among Brazilian women, indicating that color/race defined a dietary pattern for black women that put them in vulnerable conditions in terms of fruit consumption. O objetivo do artigo é analisar o consumo de alimentos marcadores de uma alimentação saudável, segundo os grupos raciais de mulheres brasileiras entrevistadas na Pesquisa Nacional de Saúde 2019. Estudo transversal com dados de 45.148 mulheres brancas e negras de ≥ 20 anos de idade. Os marcadores utilizados foram o consumo de frutas, verduras e legumes e feijão e peixe. A associação de cor/raça com os indicadores de consumo alimentar foi testada por regressão de Poisson bruta e ajustada para estimar razões de prevalência e intervalo de confiança de 95%. A prevalência do consumo de frutas, verduras e legumes foi estatisticamente maior nas brancas, e o de peixes e feijão foi maior nas negras. Após o ajuste pelas variáveis socioeconômicas e demográficas, verificou-se que mulheres negras permaneceram apresentando menores chances apenas de consumir frutas (RP = 0,91; IC95%: 0,88-0,95) e maior somente de consumir feijão (RP = 1,07; IC95%: 1,04-1,10) do que as brancas. Verificaram-se desigualdades raciais para o consumo de alimentos saudáveis entre mulheres brasileiras, indicando que a cor/raça definiu um padrão alimentar para as mulheres negras que as colocam em condições vulneráveis em grande parte do consumo de frutas.

Autres résumés

Type: Publisher (por)
O objetivo do artigo é analisar o consumo de alimentos marcadores de uma alimentação saudável, segundo os grupos raciais de mulheres brasileiras entrevistadas na Pesquisa Nacional de Saúde 2019. Estudo transversal com dados de 45.148 mulheres brancas e negras de ≥ 20 anos de idade. Os marcadores utilizados foram o consumo de frutas, verduras e legumes e feijão e peixe. A associação de cor/raça com os indicadores de consumo alimentar foi testada por regressão de Poisson bruta e ajustada para estimar razões de prevalência e intervalo de confiança de 95%. A prevalência do consumo de frutas, verduras e legumes foi estatisticamente maior nas brancas, e o de peixes e feijão foi maior nas negras. Após o ajuste pelas variáveis socioeconômicas e demográficas, verificou-se que mulheres negras permaneceram apresentando menores chances apenas de consumir frutas (RP = 0,91; IC95%: 0,88-0,95) e maior somente de consumir feijão (RP = 1,07; IC95%: 1,04-1,10) do que as brancas. Verificaram-se desigualdades raciais para o consumo de alimentos saudáveis entre mulheres brasileiras, indicando que a cor/raça definiu um padrão alimentar para as mulheres negras que as colocam em condições vulneráveis em grande parte do consumo de frutas.

Identifiants

pubmed: 39292046
pii: S1413-81232024001000807
doi: 10.1590/1413-812320242910.11762023
pii:
doi:

Types de publication

Journal Article

Langues

por eng

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e11762023

Auteurs

Joana Furtado de Figueiredo Neta (JFF)

Universidade Federal do Ceará. R. Alexandre Baraúna 1115, Rodolfo Teófilo. 60430-160 Fortaleza CE Brasil. joana.furtadof@gmail.com.

Samara Calixto Gomes (SC)

Universidade Federal do Ceará. R. Alexandre Baraúna 1115, Rodolfo Teófilo. 60430-160 Fortaleza CE Brasil. joana.furtadof@gmail.com.

Bruno Luciano Carneiro Alves de Oliveira (BLCA)

Universidade Federal do Maranhão. Pinheiro MA Brasil.

Thayná de Lima Sousa Henrique (TLS)

Universidade Federal do Ceará. R. Alexandre Baraúna 1115, Rodolfo Teófilo. 60430-160 Fortaleza CE Brasil. joana.furtadof@gmail.com.

Nirla Gomes Guedes (NG)

Universidade Federal do Ceará. R. Alexandre Baraúna 1115, Rodolfo Teófilo. 60430-160 Fortaleza CE Brasil. joana.furtadof@gmail.com.

Ana Karina Bezerra Pinheiro (AKB)

Universidade Federal do Ceará. R. Alexandre Baraúna 1115, Rodolfo Teófilo. 60430-160 Fortaleza CE Brasil. joana.furtadof@gmail.com.

Marta Maria Coelho Damasceno (MMC)

Universidade Federal do Ceará. R. Alexandre Baraúna 1115, Rodolfo Teófilo. 60430-160 Fortaleza CE Brasil. joana.furtadof@gmail.com.

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