Twenty Years of a Pre-Symptomatic Testing Protocol for Late-Onset Neurological Diseases in Portugal.


Journal

Acta medica portuguesa
ISSN: 1646-0758
Titre abrégé: Acta Med Port
Pays: Portugal
ID NLM: 7906803

Informations de publication

Date de publication:
30 Apr 2019
Historique:
received: 14 03 2018
accepted: 01 08 2018
entrez: 9 5 2019
pubmed: 9 5 2019
medline: 21 12 2019
Statut: ppublish

Résumé

The national protocol of genetic counselling and pre-symptomatic testing for late-onset neurological diseases began in Portugal in 1995. Initially, it was accessible only to adults at-risk for Machado-Joseph disease, but was later extended to other hereditary ataxias, to Huntington's disease and to familial amyloid polyneuropathy caused by Val30Met mutation at the transthyretin gene. The aim of this study was to describe the profile of the population seeking pre-symptomatic testing, while also reflecting on the experience of conducting the protocol of multidisciplinary sessions since 1996. We conducted a retrospective study and collected data from clinical records of consultands who requested pre-symptomatic testing at our centre in Porto (Portugal) during the first twenty years of practice (1996 - 2015). A total of 1446 records were reviewed. The most common reason for testing was to reduce uncertainty (41.7%). The rate of withdrawals before results disclosure was lower (16%) than reported in other international experiences with pre-symptomatic testing, while 45% of the consultands dropped out the protocol after learning the test results (73.5% of them were non-carriers). As far as the mutation carriers were concerned, 29.6% adhered to the protocol a year after test disclosure. Consultands that had learned about presymptomatic testing through healthcare professionals tended to adhere more to pre-symptomatic testing consultations. The profile of Portuguese consultands at risk for late-onset neurological diseases is similar to those reported in other international programs. The largest group in this data set was the one comprising the subjects at risk for familial amyloid polyneuropathy caused by Val30Met mutation at the transthyretin gene, and it is likely that therapeutic options for this condition may have influenced this result. Adherence to pre-symptomatic testing may change in the future since effective therapies are available (or given the fact that people think effective treatments are imminent). This study reflects the first comprehensive description of a Portuguese experience with pre-symptomatic testing for late onset neurological diseases. The development of innovative approaches to improve the consultands' experience with pre-symptomatic testing and their engagement in genetic departments is still a challenge in Portuguese genetics healthcare departments. A better coordination among primary care and genetics healthcare services is needed. Introdução: Em 1995 foi iniciado em Portugal um protocolo nacional para o aconselhamento genético e teste pré-sintomático de doenças neurológicas de início tardio. Inicialmente, foi disponibilizado para indivíduos adultos em risco para a doença de Machado-Joseph e posteriormente estendido a outras ataxias hereditárias, doença de Huntington e polineuropatia amiloidótica familiar ATTR Val30Met. O objetivo deste estudo é descrever o perfil dos consultandos envolvidos no teste pré-sintomático desde 1996, e refletir no protocolo de sessões multidisciplinares. Material e Métodos: Realizámos um estudo retrospetivo com recolha de dados dos processos clínicos dos utentes que solicitaram teste pré-sintomático ao longo dos primeiros 20 anos do Centro de Genética Preditiva e Preventiva (1996 - 2015), localizado no Porto, Portugal. Resultados: Analisámos um total de 1446 processos clínicos; a principal motivação para a realização do teste pré-sintomático foi o alívio da incerteza (41,7%). A taxa de abandono do protocolo antes da comunicação dos resultados do pré-sintomático (16% dos casos) foi mais baixa do que em outras experiências internacionais; 45% dos consultandos abandonaram o protocolo depois de saberem o resultado do teste pré-sintomático (73,5% dos quais eram não-portadores). 29,6% de consultandos portadores continuaram envolvidos no protocolo um ano após saberem o resultado do teste pré-sintomático. Os consultandos encaminhados para o protocolo através de outros profissionais de saúde revelaram maior adesão ao protocolo. Discussão: O perfil sociodemográfico dos consultandos no Centro de Genética Preditiva e Preventiva é similar ao reportado noutras experiências internacionais. Os consultandos em risco para polineuropatia amiloidótica familiar ATTR Val30Met representaram o maior grupo nos nossos dados, sendo provável que as opções terapêuticas disponíveis para esta doença tenham influenciado este resultado. A adesão ao teste pré-sintomático poderá alterar-se no futuro quando terapias eficazes estiverem disponíveis (ou as pessoas as percepcionem como estando iminentes). Conclusão: Este trabalho constitui a descrição mais completa até ao momento publicada acerca da realização de teste pré-sintomático em Portugal. O desenvolvimento de abordagens com vista à melhoria da experiência dos consultandos com os testes pré-sintomáticos e ao seu envolvimento nos serviços de genética é um desafio atual, assim como a melhor articulação dos mesmos com os cuidados de saúde primários.

Autres résumés

Type: Publisher (por)
Introdução: Em 1995 foi iniciado em Portugal um protocolo nacional para o aconselhamento genético e teste pré-sintomático de doenças neurológicas de início tardio. Inicialmente, foi disponibilizado para indivíduos adultos em risco para a doença de Machado-Joseph e posteriormente estendido a outras ataxias hereditárias, doença de Huntington e polineuropatia amiloidótica familiar ATTR Val30Met. O objetivo deste estudo é descrever o perfil dos consultandos envolvidos no teste pré-sintomático desde 1996, e refletir no protocolo de sessões multidisciplinares. Material e Métodos: Realizámos um estudo retrospetivo com recolha de dados dos processos clínicos dos utentes que solicitaram teste pré-sintomático ao longo dos primeiros 20 anos do Centro de Genética Preditiva e Preventiva (1996 - 2015), localizado no Porto, Portugal. Resultados: Analisámos um total de 1446 processos clínicos; a principal motivação para a realização do teste pré-sintomático foi o alívio da incerteza (41,7%). A taxa de abandono do protocolo antes da comunicação dos resultados do pré-sintomático (16% dos casos) foi mais baixa do que em outras experiências internacionais; 45% dos consultandos abandonaram o protocolo depois de saberem o resultado do teste pré-sintomático (73,5% dos quais eram não-portadores). 29,6% de consultandos portadores continuaram envolvidos no protocolo um ano após saberem o resultado do teste pré-sintomático. Os consultandos encaminhados para o protocolo através de outros profissionais de saúde revelaram maior adesão ao protocolo. Discussão: O perfil sociodemográfico dos consultandos no Centro de Genética Preditiva e Preventiva é similar ao reportado noutras experiências internacionais. Os consultandos em risco para polineuropatia amiloidótica familiar ATTR Val30Met representaram o maior grupo nos nossos dados, sendo provável que as opções terapêuticas disponíveis para esta doença tenham influenciado este resultado. A adesão ao teste pré-sintomático poderá alterar-se no futuro quando terapias eficazes estiverem disponíveis (ou as pessoas as percepcionem como estando iminentes). Conclusão: Este trabalho constitui a descrição mais completa até ao momento publicada acerca da realização de teste pré-sintomático em Portugal. O desenvolvimento de abordagens com vista à melhoria da experiência dos consultandos com os testes pré-sintomáticos e ao seu envolvimento nos serviços de genética é um desafio atual, assim como a melhor articulação dos mesmos com os cuidados de saúde primários.

Identifiants

pubmed: 31067424
doi: 10.20344/amp.10526
doi:

Types de publication

Journal Article

Langues

eng

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IM

Pagination

295-304

Auteurs

Milena Paneque (M)

Instituto de Investigação e Inovação em Saúde (i3S). Universidade do Porto. Porto; UnIGENe and Centre for Predictive and Preventive Genetics (CGPP). IBMC - Institute for Molecular and Cell Biology. Universidade do Porto. Porto; Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar. Universidade do Porto. Porto. Portugal.

Joana Félix (J)

Instituto de Investigação e Inovação em Saúde (i3S). Universidade do Porto. Porto. UnIGENe and Centre for Predictive and Preventive Genetics (CGPP). IBMC - Institute for Molecular and Cell Biology. Universidade do Porto. Porto. Portugal.

Álvaro Mendes (Á)

Instituto de Investigação e Inovação em Saúde (i3S). Universidade do Porto. Porto. UnIGENe and Centre for Predictive and Preventive Genetics (CGPP). IBMC - Institute for Molecular and Cell Biology. Universidade do Porto. Porto. Portugal.

Carolina Lemos (C)

Instituto de Investigação e Inovação em Saúde (i3S). Universidade do Porto. Porto. UnIGENe and Centre for Predictive and Preventive Genetics (CGPP). IBMC - Institute for Molecular and Cell Biology. Universidade do Porto. Porto. Portugal.

Susana Lêdo (S)

Instituto de Investigação e Inovação em Saúde (i3S). Universidade do Porto. Porto. UnIGENe and Centre for Predictive and Preventive Genetics (CGPP). IBMC - Institute for Molecular and Cell Biology. Universidade do Porto. Porto. Portugal.

João Silva (J)

Instituto de Investigação e Inovação em Saúde (i3S). Universidade do Porto. Porto. UnIGENe and Centre for Predictive and Preventive Genetics (CGPP). IBMC - Institute for Molecular and Cell Biology. Universidade do Porto. Porto. Portugal.

Jorge Sequeiros (J)

Instituto de Investigação e Inovação em Saúde (i3S). Universidade do Porto. Porto. UnIGENe and Centre for Predictive and Preventive Genetics (CGPP). IBMC - Institute for Molecular and Cell Biology. Universidade do Porto. Porto. Portugal.

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